Pensamentos Soltos

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

- "Fique no seu mundo, até o dia em que alguém o tire dele. "



Existem momentos em que sinto aquele estranho sentimento que chamamos de

“inspiração” invadir o meu ser. Simplesmente tenho que parar tudo o que antes fazia

para expressar isso que surge. No meu caso, para que eu possa cumprir essa missão,

executo um recurso muito eficaz e singelo, a escrita. Sabe, assim sem nenhuma

cobrança pré-estabelecida, coloco uma música confortável de fundo e começo a

escrever, ou talvez somente exercitar. Estou começando a realmente pensar que não

saio dessa situação (ou bolha, como alguns gostam de rotular) porque não quero. O

sentimento maçante de ansiedade, falta de muitas coisas, é confortável. Viver na

imaginação e espera pode ser mais fácil do que dar a cara à tapa para o mundo. Sei

disso. Penso as vezes que tenho que mudar, porque isso não vai me levar a lugar

nenhum. Mas mudar para onde? Ser outra pessoa? Isso é um sinal de enganação, não

de melhora. Já imaginei tantas situações nesse meu mundo fechado, que na minha

realidade está de portas abertas para muitas pessoas, mas só as que eu quero.

Confuso sim, eu nunca disse que seria clara. Eu mesma não consigo me entender.

Uma vez eu ouvi a seguinte frase: -“ Fique no seu mundo, até o dia em que alguém o

tire dele. ” Tudo bem, pode ser assim. Até porque sozinha eu não saio mesmo, é

impossível. Eu escrevo só para mim, através da minha necessidade. Nunca ninguém

me entenderá por completo, espero.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Encontro



Não consigo dormir. O calor pode contribuir para isso, mas o principal motivo é existir

aquela vaga possibilidade de eu te ver amanhã. Fico ensaiando falas e gestos, como se

eu não soubesse que no momento em que encontrasse seus lindos olhos verdes, todo

o planejamento iria por água abaixo. Apenas alguns poucos minutos ao seu lado

seriam o suficiente para me renovar por um tempo considerável e não proporcional.

O que esse "encontro" significaria para você? Absolutamente nada, apenas mais um.

O que eu poderia fazer para deixá-lo gravado em suas lembranças? Até agora não

consegui pensar em nada .. Mas, deixarei as emoções fluirem naturalmente. Já estou

mais calma, acho que posso tentar dormir novamente. Mesmo com esse frio irritante

na barriga. Gostaria de sonhar com você, quem sabe assim eu acordaria com a

fórmula certa para te agradar.

Música

Eu quero a força de um amor pela primeira vez. Mas aqui dentro a sensação é a

insensatez. A vida passa num piscar dos olhos e você, a tantas horas esperando por

uma resposta. Que você, um dia vai aparecer ao meu lado. O coração palpita apenas

por obrigação. Não há motivos que transformem isso em emoção. E os pensamentos

que eu tento sempre controlar, me prendem a realidade. E eu não vou mais negar,

que o meu desejo é o vazio. Por favor, me responda. De onde estiver, se você existir.

Eu preciso saber se você também carrega essa angústia. Mas eu quero sempre

acreditar que sim. E através de um sonho você ouve a minha voz. E acorda com uma

estranha sensação , de que a vida ainda tem explicação.

Fases

Eu já passei através da fase da loucura, onde nunca encontrei.

Na fase do desespero, chorei até minhas lágrimas não serem suficientes.

Em fases de desejo, algo insignificante matou a minha sede de uma forma superficial.

Na fase de imensa solidão, escrevi meus pensamentos, na esperança de me distrair.

Sendo assim, em quase todas as fases que passei, eu consegui resolver ou entender os

meus problemas.

E agora, o protagonista dessa minha fase tem que ser você, mas não te encontrei no

roteiro da minha vida.

Sem saber, despertou em mim.

Porque eu realmente pensei em apostar nessa loucura que, você sem saber,

despertou em mim. Teria sido um desastre se eu continuasse lhe enviando meus

sentimentos a troco de nada? E até hoje, não sei o que se passou na sua mente, além

do medo. Não é possível que tudo isso não tenha passado de uma peça criada pelo

meu coração, querendo me testar. Ao te ver, eu sentia uma felicidade imensa. Queria

te trancar no meu mundo, para que eu pudesse cuidar de você. Mas fui inventar de

me declarar, quando devia ter deixado as coisas como estavam.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Sua foto

Sabe o que me inspira? Olhar para a sua foto.

E ao mesmo tempo lem
brar daquela época em que éramos realmente felizes.

Não importava os problemas que por ventura surgiam em meu caminho, nem aquelas

pequenas complicações, pois eu sabia que quando abrisse meus olhos de manhã,

você estaria lá para iluminar meu dia.

Começava a contar os segundos que passavam lentos por mim, ao mesmo tempo em

que meu coração disparava só de imaginar o momento em que você chegaria.

Sempre um pouco atrasado, ou seria eu que não suportava aquele pequeno tempo

de espera? Bom, isso é o que menos importa agora.

Aliás, me sinto agoniada de pensar nas coisas com que eu me importava

antigamente... como eu não percebia que nada podia ser mais relevante do que não

ter você ao meu lado.

Mas já estou tendo o meu castigo, não se preocupe. Um momento, preciso olhar a

foto de novo. Pronto, tudo voltou.

Nós nos descobrimos muito tarde, e até hoje eu não me conformo com isso. Quando

tudo começou a ficar forte, perfeito, acabou.

Nunca será como antes, pois as situações são outras, você é outro. Acho que a única

coisa que não mudou foi esse sentimento dentro de mim.

A mesma vontade de estar com você, olhando dentro dos seus olhos, sentir o seu

abraço e te proteger. Com aquele sorriso bobo no rosto, que eu nunca conseguia

esconder.

Você se importa? Eu ainda tenho dúvidas, mesmo depois de todas as palavras que

você me disse.

Olha, eu estou aqui a qualquer hora, pra você. Já não é o bastante? Por que sempre

sou eu que tenho que te procurar, pra saber notícias ou simplesmente ouvir a sua

voz na dolorosa madrugada?

Não adianta, você não me fala. Eu sei que você está precisando de carinho, de

atenção. Pois aqui estou eu, mais uma vez.

Sempre brigo, penso estar agindo de forma errada. Mas você sabe que me tem nas

mãos. Mas podia ser pelo menos um pouco mais atencioso e corajoso. Sim.

Porque eu acho que o que te falta é coragem para assumir o quanto eu te faço bem,

também.



quarta-feira, 27 de outubro de 2010

É COMO UMA SAUDADE DE UM TEMPO QUE AINDA NÃO PASSOU

Não. Isso não é passageiro, como em um daqueles dias de escuridão. Simplesmente sou eu, com todo o meu ser, explodindo de nada. Mergulhando a minha alma no vazio, no gelado, onde, metros abaixo da superfície, consigo ver apenas fracos raios de sol... assim como os seus olhos me enfrentaram pela última vez. Fracos. Desesperados. Como que pedindo para que eu nunca tivesse existido e despertado isso em você. 

Porém, ao me encarar de verdade, quando conseguiu ver minha alma através do meu olhar, o brilho reapareceu, mesmo que tímido e inconsciente. Então, por que ir embora? Não é muito mais simples ficar e me completar? O mundo, as pessoas. É isso que te incomoda? Pode falar. Eu tenho o direito de, pelo menos, saber a verdade. 

Pare de ir em direção à porta a cada frase que eu digo! Você precisa enfrentar a si, a nós. Estou vendo as lágrimas que você tenta esconder. De mim? Realmente, não te entendo. Sempre foi incrível, diferente. Todos aqueles fins de tarde curtindo a grama e vendo o pôr do sol. Lembra? 

Ali, tínhamos a certeza de que nada poderia destruir a magia e a força. O ar que respirávamos era só um detalhe. No nosso horizonte, os planos. A brisa vinha tocar nossa pele como um carinho, uma aprovação divina. Não faltava mais nada. Éramos nós. Aquela era a resposta para todas as perguntas. 

Pensar? Não, apenas sentir. Horas e horas passavam lentamente por nós como uma melodia. O abraço era sublime, tão indescritível e incompreensível quanto o universo. Olhe para você! Olhando o campo lá fora através da janela, lembrando de cada segundo narrado por mim, os dias de felicidade. E, depois de tudo isso, você insiste na ideia de me deixar? 

Bom, eu não tenho forças pra fazer mais do que eu fiz. Gostaria muito de poder abrir os seus olhos para mim. Estou aqui, qual é o problema? Nada... nem uma palavra. Você é mesmo diferente, estranhamente inigualável. Vai ficar aí imóvel, não é? Me dê alguns segundos. Se não de você, de, pelo menos, tentar encontrar as respostas. Fique aí, já volto. 

Eu saí do quarto e desci as escadas em direção ao jardim. Me escondi em meio às árvores, onde eu não podia ser vista, mas ainda te observava. Você chorava ainda, agora, mais desesperadamente do que nunca. No batente da janela, abraçando os joelhos contra o corpo, se encolhendo em sua própria confusão. 

Sabe, mesmo compondo aquela cena triste, você parecia ser o personagem mais lindo de um quadro, o qual fora pintado com tintas de emoções e sangue. Tinha pedido um tempo, ausência de sua presença. Porque, além do fato de que minha cabeça doía e meu coração quase estava saindo pela boca, eu simplesmente não podia te ver me ignorar daquela forma. 

Se eu tivesse a certeza de que realmente era aquilo que você queria, talvez, seria mais “fácil”. Mas não era isso. Você chorava. Não olhava em meus olhos. Quando eu te tocava, rapidamente se esquivava, como quem foge de uma tentação. Eu também tenho meus medos, dúvidas e receios. Todos eles desaparecem quando fecho os meus olhos e penso em você. 

Durante muito tempo, eu procurei, sem saber exatamente o motivo, aquilo que me inspirasse a escrever com o coração. Achei você quando não procurava. Aliás, quando já tinha desistido de procurar, de fantasiar. E foi assim, como eu sempre soube que seria. Percebe o motivo do meu desespero? É, continue pensando, meu anjo. Exatamente como eu estou te vendo agora, de longe. 

Me ocorreu agora que a distância pode ajudar, porque, da mesma forma que eu fico enfeitiçada quando estou ao seu lado, você também pode ficar com os olhos cegos de amor. Depois de uma longa hora, voltei ao quarto. Você estava em minha cama, dormindo. Apenas sentei ao seu lado cuidadosamente para não te acordar. O cansaço físico e mental era claramente perceptível. Bastava observar sua respiração. Profunda, sono pesado. 

Por um breve momento, fiquei curiosa. Queria saber o que os seus sonhos tinham preparado depois de tudo aquilo, mas isso não era certo. Os sonhos pertencem a um mundo inteiramente nosso. A calma acolheu minha alma naquele momento. Você ali, dormindo. Tudo parecia como antes. Acariciei seus cabelos. Traçava suas linhas do rosto, tão perfeitas! Pele macia, corada. Sua boca, então, não consigo descrever a sensação de tocá-la com meus lábios. 

Não resisti. Me debrucei sobre o seu corpo e te beijei com suavidade. Foi o necessário para que você abrisse os olhos. E, dessa vez, me perdi absurdamente naquela cor mais incrível do mundo. Mais um beijo, agora, desesperado e intenso. Agradeci ao universo quando você, finalmente, correspondeu.




quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Clarice ...

São os meus trechos preferidos, que fui grifando ao longo da leitura.

A HORA DA ESTRELA
Clarice Lispector

Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta continuarei a escrever.

Como é que sei tudo o que vai seguir e que ainda o desconheço, já que nunca o vivi?

Um meio de obter é não procurar, um meio de ter é o de não pedir e somente acreditar que o silêncio que eu creio em mim é resposta a meu - a meu mistério.

Quem já não se perguntou: sou um monstro ou isto é ser uma pessoa?

O fato é um ato? Juro que este livro é feito sem palavras. É uma fotografia muda. Este livro é um silêncio. Este livro é uma pergunta.

Escrevo portanto não por causa da nordestina mas por motivo grave de "força maior", como se diz nos requerimentos oficiais, por "força de lei".

Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.

Vivemos exclusivamente no presente, pois presente e eternamente é o dia de hoje e o dia de amanhã será um hoje, a eternidade é o estado das coisas neste momento.

Isso será coragem minha, a de abandonar sentimentos antigos já confortáveis.

E quero aceitar minha liberdade sem pensar o que muitos acham: que existir é coisa de doido, caso de loucura. Porque parece. Existir não é lógico.

Ainda bem que o que eu vou escrever já deve estar na certa de algum modo escrito em mim. Tenho é que me copiar com uma delicadeza de borboleta branca.

Na pobreza de corpo e espírito eu toco na santidade, eu que quero sentir o sopro do meu além. Para ser mais do que eu, pois tão pouco sou.

Escrevo por não ter nada a fazer no mundo. Sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias.

Mas preparado estou para sair discretamente pela saída da porta dos fundos. Experimentei quase tudo, inclusive a paixão e o seu desespero. E agora só quereria ter o que eu tivesse sido e não fui.

Faz calor neste cubículo onde me tranquei e de onde tenho a veleidade de querer ver o mundo.

Ou não sou um escritor? Na verdade sou mais ator porque, com apenas um modo de pontuar, faço malabarismos de entonação, obrigo o respirar alheio a me acompanhar o texto.

Por falta de quem lhe respondesse ela mesma parecia se ter respondido: é assim porque é assim. Existe no mundo outra resposta? Se alguém sabe de uma melhor, que se apresente e a diga, estou há anos esperando.

Não tinha aquela coisa delicada que se chama encanto.

Pois que vida é assim: aperta-se o botão e a vida acende. Só que ela não sabia qual era o botão de acender.

Bem sei que é assustador sair de si mesmo, mas tudo o que é novo assusta.

E achava bom ficar triste. Não desesperada, pois isso nunca ficaria já que era tão modesta e simples mas aquela coisa indefinível como se ela fosse romântica. Claro que era neurótica, não há sequer necessidade de dizer.

É que ela sentia falta de encontrarse consigo mesma e sofrer um pouco é um encontro.

Minha alegria também vem de minha mais profunda tristeza e que a tristeza era uma alegria falhada.

Só então vestia-se de si mesma, passava o resto do dia reresentando com obediência o papel de ser.

Quanto a mi, só me livro de ser apenas um acaso porque escrevo, o que é um ato que é um fato. É quando entro em contato com forças interiores minhas, encontro através de mim o vosso Deus. Para que escrevo? E eu sei? Sei não. Sim, é verdade, às vezes também penso que eu não sou eu, pareço pertencer a uma galáxia longínqua de tão estranho que sou de mim. Sou eu? Espanto-me com o meu encontro.

Estes sonhos, de tanta interioridade, eram vazios porque lhes faltava o núcleo essencial de uma prévia experiência de - de êxtase, digamos. A maior parte do tempo tinha sem o saber o vazio que enche a alma dos santos.

Era apenas fina matéria orgânica. Existia. Só isso. E eu? De mim só se sabe que respiro.

Ela acreditava em anjo e, porque acreditava eles existiam.

Pergunto eu: conheceria ela algum dia do amor o seu adeus? Conheceria algum dia do amor os seus desmaios? Teria a seu modo o doce voo? De nada sei. Que se há de fazer com a verdade de que todo mundo é um pouco triste e um pouco só.

Irremediável era o grande relógio que funcionava no tempo. Sim, desesperadamente para mim, as mesmas horas. Bem, e daí? Daí, nada. Quanto a mim, autor de uma vida, me dou mal com a repetição: a rotina me afasta de minhas possíveis novidades.

Encontrar-se consigo própria era um bem que ela até então não conhecia.

Ela: - É que só sei ser impossível, nã sei mais nada.
Que é que eu faço para conseguir ser possível?

É melhor eu não falar em felicidade ou infelicidade - provoca aquela saudade desmaiada e lilás, aquele perume de violeta, as águas geladas da maré mansa em espums pela areia. Eu não quero provocar porque dói.

Aliás cada vez mais ela não se sabia explicar. Gostava de sentir o tempo passar. Ninguém percebia que ela ultrapassava com sua existência a barreira do som.

Não se conta tudo porque o tudo é um oco nada.

Ninguém pode entrar no coração de ninguém.

Quanto a mim, só sou verdadeiro quando estou sozinho. Quando eu era pequeno pensava que de um momento ara outro eu cairia para fora do mundo. Por que as nuvens não caem, já que tudo cai? É que a gravidade é menor que a força do ar que as levanta. Inteligente, não é? Sim, mas caem um dia em chuva. É a minha vingança.

Estou absolutamente cansado de literatura; só a mudez e faz companhia. Se ainda escrevo é porque nada mais tenho a fazer no mundo enquanto espero a morte. A procura da palavra no escuro.

O pecado me atrai, o que é proibido me fascina.

Tinha pensamentos gratuitos e soltos porque embora à toa possuía muita liberdade interior.

O silêncio é tal que nem o pensamento pensa.




segunda-feira, 13 de setembro de 2010

"De não te encontrar", eu digo.




A folha já não está mais em branco. O grafite do lápis começa a deixar

marcas, representadas por palavras. O tempo está aqui, os sentimentos

também. Embora amanhecidos, com uma lembrança inicial misturada

com imagens inconscientes de um sonho, ainda posso sentir apertados

no peito, aqueles pensamentos concretizados ontem. Parágrafos eu não

utilizarei, pois se minhas angústias não tem pausa e nem separação, não

vejo motivos para o meu texto ter. Momento nostálgico? Não. Não

existem momentos vividos para se recordar, pelo menos nenhum

consciente. A busca é exatamente essa. A necessidade imediata de

preenchimentos taxados como "futuros". Que futuro é esse que vocês me

falam? O meu tempo não para esperando o amanhã. E sou tão medíocre

a ponto de continuar procurando nesse exato momento, enquanto

escrevo para desabafar a solidão de não te encontrar. "De não te

encontrar", eu digo. Encontrar a quem ? Quero acreditar que tenho essa

resposta, mas tudo é cada vez tão confuso, que as dúvidas habitam

minha mente. Colocar tudo isso no papel não me resolve nada, mas

ajuda. Alguém terá que ler, e torço com toda a minha fibra, que caia nas

mãos certas. Sabe, eu sempre acreditei, mas confesso que a cada

segundo que nada encontro, vou sumindo, junto com a crença. O que

busco está nela, está nele. E ainda nem começei a falar de romantismo,

pois esse é outro caminho que tenho que bloquear. Congelar a fonte,

pelo menos enquanto não tenha ninguém que dela beba.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Virada Cultural 2010


I S2 SP

Esse final de semana, dias 15 e 16, rolou a Virada Cultural 2010 em São Paulo.
Contarei minhas experiências do domingo (16).
Meu principal objetivo era o show da Pitty, que aconteceria às 9h30 na Av. São João.
Pois bem, e eu realmente fui.
Na companhia de meus primos, eu era mais uma no meio daquela multidão, (que como disse a Pitty) ou foram, ou ficaram.
A cidade já estava de ressaca do sábado, mas resistia bravamente aos milhares de pés que ainda a desvendavam.
No palco do Rock, pude curtir o tão esperado show da Pitty, que foi incrível, e também o do Raimundos.
No intervalo dessas "principais" atrações, muita coisa sobrenatural e alternativa acontecia nas ruas do centro.
• Tatuadores realizando o trabalho num espaço de vidro, para que todos acompanhassem o processo.
• Pessoas semi nuas coloridas, cada uma pintada totalmente de uma cor, formando um árco-iris por onde passavam.
• Trapézios elevados por um guidaste, onde artistas faziam manobras circenses.
• Numa galeria, apresentações de suspensão. Através de ganchos fixados na pele, pessoas eram suspensas no ar, deixando a mostra muita coragem e sangue.
• Índios pelas esquinas, com suas músicas tradicionais.
• Uma incrível banda que eu descobri, Destrambelhados, de São Luis do Paraitinga.
• Insetos gigantes passando logo acima das nossas cabeças.

Essas atrações são as que eu lembro, e que eu tive a oportunidade de presenciar no centro de SP, sendo que ao todo, foram mais de 1000.

Entre tudo isso, não posso deixar de comentar a parte chata.
A cidade estava uma imundisse, de tudo o que você possa imaginar (e o que não pode também).
Muitas pessoas passando mal, e a beira de um coma alcoólico.
E por aí vai ...

Voltando para a parte legal, não presenciei nenhuma briga, cada um ficou na sua.
Policiais estavam espalhados por cada pedacinho da cidade, atentos para qualquer problema.

Enfim,
Fiquei muito feliz de poder fazer parte de algumas horas, das 24 da Virada.
Pude conhecer coisas novas, muitas independentes, que tiveram a oportunidade de mostrar seu trabalho, nesse final de semana que movimentou milhares de pessoas à favor da Cultura.

domingo, 9 de maio de 2010

Escrevendo.

E a sua independência me assusta, pois eu sou o contrário.
Onde chegar caminhando na sombra, respirando o cheiro de chuva e ouvindo o barulho do vento nas árvores?
A solidão me solicita constantemente um tempo de respeito, e com isso, a carência pesa nos meus ombros.
Uma sede constante de conhecimento, com uma pitada de orgulho e uma boa dose de teimosia.
E aquela velha lembrança de um sentimento que ainda não foi esquecido, e insiste em voltar periodicamente nos meus melhores pesadelos e piores sonhos.
Disfarçar com palavras bonitas e frases bem elaboradas?
Pode ser.
Ou pode não ser.
Aquelas milhares de possibilidades que, como a sua independência, também me assustam.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Por falar em inspiração ...

E ainda nessa onda de escrever sobre inspirações, eu não poderia deixar de citar umas das mais importantes para mim: Maria Rita.
Mas não vou dar informações sobre a carreira, discografia nem essas coisa técnicas, (quem quiser saber isso, só jogar no Google beleza?) minha visão será voltada para as emoções.
Sim, pois para cada tipo de inspiração, existem emoções específicas.
No caso da Maria, o que me inspira vem da voz, da performance, dos ideias, da humildade, entre muitos outros aspectos. E aí eu paro para tentar descobrir porque acontece essa tamanha identificação ... talvez o estilo musical ajude, o gosto dos meus pais, as referências culturais, mas na real fica bem difícil formular uma resposta.
É através dela que eu descubro muitos compositores e artistas, lindamente representados pela incrível voz que ela nos passa nas canções.
Tem sensação melhor do que você ter uma válvula de escape no meio de tanta informação inútil que chega sem pedir licença até nossos ouvidos? Sinceramente, eu não sobreviveria.
Existem sensações que nós não conseguimos explicar, e a minha admiração pela Maria Rita entra nessa categoria.
Gosto muito, não canso de ouvir e fico encantada com a qualidade.
Isso vem de vários anos já, mas escrevo isso agora porque consegui amadurecer essa inspiração e tranformar em palavras .... ou quem sabe um dia se tranforme em canção!



• E eu pego a viola, faço um verso feito um trovador. Quem sabe então você me dê, me dê o seu amor. •

domingo, 25 de abril de 2010

Qualquer semelhança, não é mera coincidência!





Realmente, a primeira semelhança que percebemos é em relação ao

nome, certo? Até aí tudo normal, mas o que quero explicar melhor para

vocês é que essas semelhanças não são puras coincidências!

Em 1932, o escritor inglês Aldous Huxley desenvolveu uma de suas mais

famosas obras "Admirável Mundo Novo".

A história de ficção trata-se de uma sociedade futurista em que os seres

humanos são criados biologicamente, e depois condicionados através da

psicologia de uma forma que seja impossível se rebelarem contra a

sociedade em que vivem. Com uma quantidade absurda de termos

científicos e teorias super elaboradas, qualquer pessoa que tenha a

oportunidade de apreciar essa obra, ficará impressionada com os

conceitos cojitados por Aldous em 32.


Então, em 2003, um novo álbum de uma banda de Rock baiana é

lançado em todo o Brasil, "Admirável Chip Novo" - Pitty.

Logo de cara, quem ia descobrindo a banda através de seus hits nas

rádios, poderia ou não entender a relação com o livro.

Eu confesso que conheci a obra por intermédio do CD, e minhas ideias se

encaixaram perfeitamente durante a leitura da história. E me lembrando

constantemente do refrão da música que leva o nome do álbum

"Admirável Chip Novo" e seu refrão "Pense, fale, compre beba. Leia, vote,

não se esqueça. Use, seja, ouça, diga. Tenha, more, gaste e viva.", pude

perceber a relação, como se esse refrão fosse um resumo das leis daquela

sociedade criada.


Se espantou com a quantidade de conteúdo que a Pitty trouxe junto com

guitarras pesadas em seu primeiro CD? Ah, então prepare-se para odiar,

ou se apaixonar por eles (8 ou 80 - Faixa 1 do Chiaroescuro), pois se

escutar e estudar cada música, desde as letras até mesmo as melodias,

você irá encontrar diversas influências literárias, musicais ou de um

simples sonho! (Trapézio - Faixa 8 do Chiaroescuro)


Análises de suas músicas irão aparecer constantemente aqui no meu

blog, porque simplesmente não consigo deixar passar em branco tanta

inteligência, conteúdo, e ideias de vida que a Priscilla Novaes Leone

(também conhecida como Pitty), transforma e expressa em música,

conseguindo assim, uma seguidora fiel, pois me sinto repressentada por

ela. Como a força da mulher brasileira, não só no Rock, mas em todos os

aspectos no mundo, é passada por essa mulher incrível!



• Mas lá vem eles novamente e eu sei o que vão fazer ... Reinstalar o sistema. •

sábado, 24 de abril de 2010

Uma linda batalha a favor da música independente!

A trupe denominada "O TEATRO MÁGICO", tem suas origens na cidade de Osasco, SP. Há mais de 6 anos, eles vem lutando com os ideais mais nobres possíveis, a música independente, sincera, e que atinge aqueles que realmente admiram o trabalho, toda a emoção e energia passado por esses seres iluminados.
Desde o início (e ainda hoje), a principal divulgação dessa trupe, que é composta por mais de 10 pessoas, entre eles malabaristas, palhaços, bonecas de circo e incríveis músicos, acontece na internet. Como um de seus objetivos, as músicas podem ser baixadas de graça em toda a rede, além de poder compra os cds e muitos outros produtos do TM a preços acessíveis na lojinha que só é encontrada nos shows.
Com influências diversas, suas melodias possuem uma magia e um significado digno do título de MBP (Música Popular Brasileira).
A revelação para a grande mídia acontece aos poucos, enquanto eles conquistam milhares de fãs em todo o país, que frequentam saraus, encontros de fã clubes, entre outros eventos organizados pelos seguidores.
Na Virada Cultural de SP em 2007, mais de 40 mil pessoas se reuniram para prestigiar seu show. Esse foi só um ponto que chamou a atenção para essa trupe.
Sempre com a bandeira da música independente e uma posição firme contra o jabá, (prática de se pagar um quantia em dinheiro em troca de que a música seja veiculada em algum tipo de mídia) O Teatro Mágico não se deixava prejudicar e, com o apoio de milhares de brasileiros e músicos independentes na mesma situação, a banda conquistou o seu espaço no cenário musical com dignidade.
Hoje mesmo, 24/04/2010, foi ao ar mais um episódio da novela da rede Globo "Viver a Vida", com um acontecimento mais que especial. A trupe fez uma participação nas gravações, tocando na festa de inauguração do restaurante de Maradona.
A comemoração vai durar ainda muitos dias, merecidamente. Ao contrário do julgamento precipitado de muitos, a participação aconteceu sem a contribuição de jabá ou qualquer outro suborno em troca.
Com muita luta, agora chegou o momento em que a música da trupe foi transmitida em horário nobre para todos aqueles que acompanham a novela (ou acompanharam pela primeira vez só para ver a participação deles!)
Enfim, como fã assumida deles, presto minhas sinceras homenagens a toda a trupe! Fico orgulhosa que no Brasil ainda tenhamos honestidade de mostrar seu trabalho de uma forma tão linda!

• Borboleta parece flor, que o vento tirou pra dançar ... •

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Me entende?

Eu não vou negar que sinto falta dos carinhos e dos abraços, do ruído dos seus passos, me fazendo sempre lembrar de ser feliz. Nem vou dizer que algo está faltando, porque eu já sei exatamente o que falta, e todas as nuâncias desse sentimento. A insegurança é tão grande, que está quase tomando conta da razão, e me fazendo ter certeza de um futuro ainda incerto. E quem disser que é feliz sozinho, não terá a minha mesma opinião, pois são em momentos como esse que eu estaria te curtindo, e não colocando palavras na minha frente para tentar me entender. Agora realmente sinto, e a cada recaída vou aprendendo a lidar com as emoções e consequências adquiridas. E não tenho vergonha de expressar, no meio de tantos devaneios, a necessidade de atenção que tenho quando simplesmente você não aparece, ou ainda não me encontrou. O fato de pensar, organizar ideias e expressá-las, seria completamente anulado com uma simples frase proferida de alguém especial. Agora pense nessa frase, e pense nesse alguém ... Me entende?

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Um bom vício ...

F•R•I•E•N•D•S
Quem curte FRIENDS aí se manifeste!
Em 10 incríveis temporadas, esse grupo de 6 amigos conquistou o mundo inteiro com suas histórias inacreditáveis, ou simplesmente com as atividades do cotidiano. O grande diferencial dessa série é a relação de amizade entre os atores, que reflete e torna cada vez mais especial o caminho em que os personagens seguem.
Elas: Monica Geller, Rachel Green e Phoebe Buffay.
Eles: Ross Geller, Chandler Bing e Joe Tribianni.

Cada um com suas características marcantes, e até alguns bordões, que fazem com a galera de todas as idades ficarem vidradas episódio a episódio.

Eu descobri a série um pouco tarde, em 2008 (4 anos após última temporada ser gravada) e simplesmente apaixonei.
Juntei minha irmã como fã e começamos a assistir episódio por episódio, até que as temporadas foram passando em um piscar de olhos, e semana passada assistimos o último capítulo.
Com uma dor no coração, vimos a famosa cena em que eles colocam as chaves em cima do balcão, simbolizando o fim de muitas aventuras vividas em 10 anos de série.
Agora, o que nos resta é assistir todos os dias na Warner, e/ou comprar os dvd's e colocar a disposição todas as temporadas, para poder assistir quando quiser.

Pra galerinha que não conhece, fica aí uma dica!
Poderão até não tornarem-se FRIENDSMANÍACOS, mas com certeza, algumas risadas eles arrancarão de vocês!




segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Crônica

Ela virou a esquina e se deparou com aquela cena estranha, que veio acompanhada de sentimentos inesperados. Nunca imaginara que algo tão comum aos olhos das pessoas poderia mudar a sua vida, mas mudou.
Daquele dia em diante ela não conseguia dar outro rumo para os seus pensamentos que não fosse aquela situação. A traição era algo que não tinha volta pra ela, e agora a única alternativa era esquecer tudo aquilo e tentar viver uma vida normal.
Ent
ão ela se jogou! Na diversão, nos amigos, no amor e em tudo o que lhe fazia bem.
E foi aí que ela percebeu que coisas boas não atraem nada mais do que coisas melhores ainda!
E aquela antiga traição, que não foi esquecida, mas sim superada, era apenas mais um aprendizado da vida, em que por alguns instantes ela foi a vítima, mas depois de algum tempo passou a entender sua antiga posição, e se colocou no seu lugar certo, o de aprendiz.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

E eu vou saber?

- E eu vou saber como será o meu futuro daqui há uns anos?
Não, saber mesmo não posso. O que faço é planejá-lo e me esforçar ao máximo para que os meus passos me levem para aquele lugar desejado.

- E eu vou saber das desgraças e catástrofes que substituirão aquelas que aquela ocupam as primeiras páginas dos jornais?
Ah, essa eu posso até adivinhar né ... Enchentes e desabamentos estão em evidência agora, por isso daqui a algumas semanas as pessoas implorarão por casas, comida e uma pequena parcela de sua dignidade que foi junto com a correnteza.

- E eu vou saber o que ou quem irei encontrar a cada nova esquina?
Depende, se eu marcar a rotina das pessoas ou perceber os objetos inanimados que cruzam o meu caminho, aí eu posso saber sim.

- E eu vou saber se ficarei na grade ou lá longe do palco?
Isso com certeza é totalmente imprevisível. É asssim: uma música você tá cara a cara com a Pitty, e na outra você tem que pular até cansar as pernas se quiser ver a movimentação no palco!